O Maçom e o Cumprimento Inflexível do Dever

O moderno espírito maçônico é como a crisálida que por amor à Liberdade rompe as paredes estreitas do seu cárcere e se lança esperançosamente na conquista do infinito.

Como nos lançarmos esperançosamente na conquista do infinito de não mantivermos o cumprimento inflexível do dever.

Ao assumirmos os preceitos da irmandade demostramos livremente que procuramos libertar nosso pensamento, nossa consciência, destruir preconceitos e aperfeiçoarmos os conhecimentos sociológicos e filosóficos.

Essa conduta é alicerçada pelos direitos e deveres, que edificam o infalível dever de romper os grilhões da ignorância e do preconceito na irmandade e na humanidade.

Sabemos sem nenhum questionamento que uma das condições para ser Maçon é nunca ter sido escravo nem possuir vocação para eunuco e a mulher renegar a maternidade.

Outra é ter independência de caráter, inflexibilidade na espinha dorsal e espírito de resistência a todas as tentativas de opressão ostensiva ou disfarçada.

O Maçom que se humilha que sofre e não reclama que assiste ao sofrimento dos seus irmãos e não corre em seu auxílio, pode ser tudo na vida, menos um perfeito Maçom, cumpridor de o seu verdadeiro dever.

A Maçonaria pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, assumindo e exercitando o cumprimento inflexível do dever.

As instituições maçônicas regularmente constituídas são sociedades de direito público, e os seus atos não interessam apenas aos Maçons, porque existem as viúvas os órfãos de Maçons, existem as pensões, as manutenções de escolas, creches, asilos, existem os princípios Maçônicos.

A Maçonaria não reconhece os Maçons de fachadas. Todos aqueles que fazem parte da instituição apenas pelo crescimento pessoal e social, – conhecidos também como pavões emplumados, – não compreendem o valor moral da doutrina Maçônica.

Ser membro de um alto “corpo” é coisa relativamente fácil. Difícil é não exceder as regras do bom senso, não tripudiar sobre o direito, nem atropelar a elegância da moral, e jamais ferir o cumprimento inflexível do dever Maçônico.

Mesmo porque, dentro dos princípios Maçônicos, nenhum Maçom pode ser inútil à Humanidade.

Podemos afirmar que o princípio é o ponto de honra, onde algo tem sua origem ou o instante em que uma ação ou omissão desencadeia um processo de conhecimento objetivando um resultado.

Na Sublime Ordem esses princípios são iniciático, filosófico, filantrópico, progressista e evolucionista, cuja finalidade suprema nos conduz à Liberdade, Igualdade e Fraternidade, reminiscência da Revolução Francesa que, por sua vez, inspirou-se no Iluminismo do século XVII.

Além desses princípios e objetivos, a Ordem preconiza 14 cultivos para auxiliar sua caminhada no âmbito social que são:

Prevalência do espírito sobre a matéria; pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade; proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um; declara a plena liberdade de expressão do pensamento, como direito fundamental do ser humano, observada correlata responsabilidade; reconhece o trabalho como dever social e direito inalienável; considera IIr.’. todos os maçons, quaisquer que sejam suas raças, nacionalidades, convicções ou crenças; afirma que os maçons têm os seguintes deveres essenciais:

Amor à família, fidelidade e devotamento à Pátria e obediência à lei; determina que os maçons estendam e liberalizem os laços fraternais que os unem a todos os homens e mulheres esparsos pela superfície da terra; recomenda a divulgação de sua doutrina pelo exemplo e pela palavra e combate, veda terminantemente, o recurso à força e à violência para a consecução de quaisquer objetivos; adota sinais e emblemas de elevada significação simbólica; defende que nenhum maçom seja obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei; condena a exploração do homem, os privilégios e as regalias, enaltecendo, porém, o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, à Pátria e à Humanidade; declara que o sectarismo político, religioso e racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico, combate a ignorância, a superstição e a tirania, e por fim espera que ele o faça por meio do cumprimento inflexível do dever.

TEXTO: Ir. Carlos Lima

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