Emoção Maçônica

Aos poetas que acreditam no brocado: “são tantas emoções já vividas”, fica aqui a indagação de se, na verdade, não seriam sentimentos vivenciados.

Aristóteles, filósofo grego, aluno de Platão e preceptor de Alexandre, o Grande, investigou as emoções humanas e chegou a conclusão de que o medo, a vergonha, a falta de vergonha, a confiança, a amizade, a calma, a inimizade, a compaixão, a raiva, a inveja, a bondade, a emulação e o desprezo seriam as “emoções irredutíveis” do homem.

Certamente, cada Irmão já correlacionou umas dessas emoções com momentos e circunstâncias vividas em Loja ou com outro Irmão.

Atualmente, tem se aceitado que, indiferente de raças e de culturas, são sete as nossas “emoções primárias” (raiva, medo, choque, amargura, alegria, tristeza e preocupação); e também são sete os sinônimos para emoção (abalo, comoção, perturbação, impressão, sensação, sentimento, turbação).
Muito se dissemina que nossos trabalhos se enquadram em uma escola de moral e ética, onde o combate aos vícios e a exaltação às virtudes são atividades contínuas em prol do Ser e da sociedade.
Mas, há também outro norte, o qual não podemos esquecer: a Loja e as Sessões são Laboratórios de Relações Humanas.

Os Rituais, em suas falas, formas de tratamento, cumprimento de ordens de comando, as instruções sobre tolerância e fraternidade são dinâmicas de relacionamento interpessoal.

O MAÇOM DEVE! SUBMETER SUA VONTADE E FAZER NOVOS PROGRESSOS NA MAÇONARIA!
O QUE VOCÊ QUER? SER FELIZ OU TER RAZÃO?

Na linha de raciocínio de Aristóteles, a emoção maior para nós Maçons deve ser a amizade, não como uma experiência subjetiva associada à personalidade e simples comportamento, mas, principalmente, devemos distinguir a emoção do resultado da emoção, que é o sentimento.

Na palavra emoção encontramos a amizade tornada real. O termo emoção vem do latim emovere, onde o “e” transmite a informação de “para fora” “força”, “energia” e “movere” é movimento.

Assim, a EMOÇÃO MAÇÔNICA É A NOSSA CAPACIDADE DE MUDAR. PELA ALMA DA AMIZADE E COLOCAR EM MOVIMENTO A MATÉRIA INSPIRADA PELO ESPÍRITO.

Texto: Ir. Sérgio Quirino – MI
Via Ir. Rogério Romani

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